quarta-feira, 11 de maio de 2011

Pesquisa mostra que brasileiros pobres são mais vulneráveis à depressão.



Os brasileiros pobres e com baixo nível de escolaridade são mais vulneráveis a doenças como depressão, demência e a outros transtornos neuropsiquiátricos. É o que revela artigos da uma série especial produzida pela revista médica inglesa The Lancet sobre a saúde no Brasil.

A classe pobre fica sujeita ao transtorno por enfrentar mais adversidades e dificuldades em contorná-las no decorrer da vida. “Nos centros urbanos, vários estudos mostram que os de menor escolaridade e renda têm mais depressão que os mais ricos”, diz o professor de medicina da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Rossi, responsável pela análise dos transtornos para a série especial.

Assim como na depressão, os pobres também correm mais risco de desenvolver a demência no fim da vida. Devido à baixa escolaridade, essa faixa da população faz menos “exercícios” para manter as funções cognitivas do cérebro ativas, como ler livros, por exemplo. “É imaginar que o cérebro é como um músculo. Se a gente não usar, a gente perde a capacidade”, explicou Rossi.

A demência está relacionada à fase idosa. Com o envelhecimento da população, os especialistas alertam que o transtorno pode se tornar uma questão de saúde pública no Brasil. 

Agência Brasil

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